Interviews
March 10, 2010, 11:48 pm
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Hey –

Long time of silence, I know. I’m super busy here but I had some time to response some interviews to promote the release of Mesmo Delivery, re-printed and re-released by DARK HORSE COMICS last month. I did some really nice interviews. I loved he interviews I did for Broken Frontier and CBR . I’m posting the interviews here.

BROKEN FRONTIER INTERVIEW

COMIC BOOK RESOURCES INTERVIEW

NEWSARAMA INTERVIEW

COMICS ALLIANCE INTERVIEW

Ok, let me go back to FURRY WATER and the Sons of Insurrection!

Abraço,

R. Grampá



MESMO DELIVERY FAN ART BLOG is ONLINE
January 11, 2010, 5:36 pm
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Enter MESMO DELIVERY FAN ART BLOG.

Entre no blog MESMO DELIVERY FAN ART.

Abraço,

Grampá



IT ARRIVED AGAIN!
January 8, 2010, 3:56 pm
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Dark Horse just sent to me the new print of Mesmo delivery. OMG, I loved it! It’s SO, SO AWESOME!!!


Thanks to Sierra Hahn, Tony Ong and all the Dark Horse team. You’re the BEST!

Mesmo Delivery re-print by Dark Horse – with an amazing re-design, an introduction by the GREAT Brian Azzarello, pin up art from some of comics’ greatest talents, including Mike Allred, Craig Thompson and Fábio Moon and a behind-the-scenes look at the making of Mesmo Delivery – will be available in stores in March. 

So, I remembered what’s the coolest thing in making comics. Is to publish it. So, let me run here with Furry Water because I need this feeling of putting something new on the stores again. 

Pre-order Mesmo Delivery TPB HERE.

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Essa versão da Mesmo Delivery pela Dark Horse, com os extras, nova capa e novo design só vai ser publicada nos EUA. Quem quiser, pode comprá-la pela internet AQUI.

Abraço,

R. Grampá



Espaço Parlapatões, dia 11 de Dezembro de 2009..
December 17, 2009, 9:17 pm
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Dia 11 de Dezembro o Espaço Parlapatões, na praça Roosevelt, em São Paulo, promoveu um encontro entre quadrinistas. A idéia era leiloar originais dos artistas e fazer um desenho coletivo ao vivo. 

A obra coletiva foi rifada e sorteada no final do evento. Nessa foto, Gabriel Bá e Junião colaboram no desenho.

Foram produzidos dois painéis. Guazzelli, Fido Nesti, Lourenço Mutarelli (agachado) e Gustavo Duarte dividem o espaço.

O tamanho dos painéis eram A0. Aqui eu me estico pra chegar até o topo do papel.

Junião, André Kitagawa, Fábio Moon e Fido Nesti concentrados no desenho. Quem começou esse painél foi o Laerte, e depois de ter um desenho do mestre ali, ninguém quis fazer feio.

Lourenço Mutarelli desenhando com pincél. 

Rafa Coutinho desenha sob observação de Laerte.

Os dois painéis levaram quatro horas e meia para serem produzidos. Mais de vinte artistas participaram dos desenhos e mais de 1.300 pessoas passaram pelo evento.

Rafa Coutinho, Laerte e Fábio Moon assistindo a produção de um dos painéis.

A verba da rifa dos painéis e do leilão dos originais foram revertidos para a família do nosso amigo Mário Bortolotto e para sua recuperação. 

Obrigado ao Gil Tokio e ao UOL pelas fotos.

O encontro ficou marcado na história das HQs nacionais.

Abraço,

R. Grampá



Manifesto artístico pela melhora de Mário Bortolotto e pela paz!
December 9, 2009, 3:12 pm
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Nessa sexta-feira, dia 11/12, a partir das 19 hs, vai acontecer na Praça Roosevelt um MANIFESTO ARTÍSTICO PELA MELHORA DE MÁRIO BORTOLOTTO E PAZ NA PRAÇA ROOSEVELT.

Esse manifesto tem o intuito de continuar o movimento que vem ocorrendo contra a violência ocorrida na semana passada e unir forças para a recuperação do nosso querido e grande amigo. O Teatro não pode parar e os artistas tem o dever de se mobilizar para que as tragédias da vida se transformem e mudem um pouco a realidade gritante.

O Marião está se recuperando muito bem mas precisará de muitos recursos após sua saída do hospital. Por isso a arte está se mobilizando em prol da sua recuperação.

Produziremos 2 MEGA painéis pintados AO VIVO pelos artistas Lourenço Mutarelli, Laerte, Rafael Grampá, Gabriel Bá, Fábio Moon, Rafael Coutinho, Angeli, Guazzelli, Fábio Cobiaco, André Kitagawa, Caco Galhardo, Marcelo Campos e muitos outros, que serão rifados. Sorte de quem ganhar essas obras inéditas na história dos quadrinhos nacionais feita a 6 mãos cada! Eu mesmo vou comprar muitos números da rifa pois quero MUITO um desses painéis históricos pra mim! Se você conhece e gosta do nosso trabalho, saiba que não estamos pra brincadeira. Essa tela vai ficar INCRÍVEL e se eu fosse você não perderia a chance de levá-la pra casa por uma causa mais do que nobre.

Divulguem para seus amigos e particpem desse movimento, compre a rifa e adquira uma obra inédita da exposição!

Me sinto muito feliz de poder fazer algo contra toda a violência que foi causada.

Esperamos vcs lá!

Ah, também será feita a sessão da peça “Brutal” a meia noite com verba revertida.

Vai perder? Acho que não!

Abraço,

R. Grampá



Sobre – ou Sob – a influência
December 7, 2009, 3:02 am
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O ano acabou. Temos mais alguns dias aí pra fazer a contagem regressiva mas praticamente acabou. E como é de costume, no último mês do ano, todos os veículos de comunicação fazem suas retrospectivas. E uma das maneiras que os profissionais de comunicação inventaram para editar retrospectivas foi fazer listas. Listas são mais criativas pois você têm um leque aberto que oferece inúmeros temas, dentro de cada tema inúmeros ítens e cada um deles pode fazer referência ao que aconteceu durante o ano. Eu sempre acompanho listas, de onde quer que seja, pois adoro saber a opinião das outras pessoas sobre coisas que gosto. Todo final de ano eu procuro listas sobre música, cinema, HQs, artes plásticas, eventos marcantes, personalidades e sobre os mais diversos temas. Acho que é uma forma divertida de relembrar coisas relevantes.

A revista ÉPOCA fez sua edição especial de fim de ano, sua edição de retrospectiva. O tema que criaram foi ” Os 100 brasileiros mais influentes” (dá pra ver online) e desde 2007 fazem a lista. É uma maneira criativa de relembrar eventos marcantes na política, economia, esporte, artes, empreendimentos e outras diversas áreas que tiveram certa relevância no Brasil em 2009. A lista foi feita pela própria redação da revista – claro – com a ajuda de milhares de leitores pelo site da ÉPOCA e mais vários especialistas nas diversas áreas. Deve dar um trabalho e tanto, pois a revista tem sua reputação a zelar. Alguns podem até não concordar com tal reputação ou opinião mas essa é a graça em se ter opiniões, a abertura para discussão. E na opinião da ÉPOCA, na dos leitores e de alguns especialistas da área das artes, fui uma das 100 pessoas mais influentes no Brasil no ano de 2009.

As personalidades foram divididas entre líderes e reformadores, empreendedores e pioneiros, artistas e criadores, guias e pensadores, benfeitores e ídolos e heróis. Estão na lista dos 100 o presidente Lula, o ex-presidente FHC, os empresários Abilio Diniz, Eike Batista e Jorge Gerdau, os músicos Roberto Carlos e Céu, o pianista Nelson Freire, os esportistas Ronaldo Fenômeno, Dunga, Kaká e Cesar Cielo, o poeta Ferreira Gullar, os escritores Paulo Coelho e Cristovão Tezza, a modelo Gisele Bundchen, os atores Juliana Paes e  Lázaro Ramos, entre outros. Na categoria “Artistas & Criadores”, os irmãos Gustavo e Otávio Pandolfo – Aka osgemeos – e eu representamos influência nas artes gráficas.

Entendo que a palavra influência, aqui, serviu para denominar quem se destacou pelo poder, talento, realizações ou pelo exemplo moral ao longo do ano.

Considerando o mercado estreito das HQs no Brasil, vejo minha indicação nessa restrita lista como um reflexo da mudança de pensamento da crítica e público em relação as HQs por aqui. A mídia vem dando muito espaço nos últimos anos. Embora não seja a opinião da mídia que defina as HQs como arte e cultura – o que define é o próprio conteúdo – estamos todos, querendo ou não, sob a influência de alguém e é sempre bom quando percebemos que existe a boa vontade de querer influenciar bem e direito. E a mídia tem o poder de fazer as pessoas olharem para o que a gente está fazendo. Além de um elogio pessoal ao meu trabalho, a indicação é também um convite para que outros artistas de histórias em quadrinhos realizem suas histórias. Não para aparecerem em listas de final de ano mas sim para entrarem pela porta da aceitação e respeito que parece estar escancarada para as HQs e que só precisa do empenho, aprimoramento, seriedade e poder de realização de todos nós que somos contadores de histórias. Em quadrinhos.

Um amigo me disse ontem que depois de ler a Mesmo Delivery não consegue mais entrar em uma livraria sem comprar uma HQ. “Já li várias do Will Eisner e agora quero começar a ler o Crumb”, disse ele. Acho que é pra isso que eu faço HQs. Para tentar influenciar o maior número de pessoas que eu conseguir a ler quadrinhos, começando pelos amigos e para que, depois, eu tenha assunto com o maior número de pessoas possível sobre minha grande paixão.

Quero agradecer ao Fábio Moon pelo lindo e inspirado texto e dizer para os profissionais da revista ÉPOCA que todos nós, amantes das HQs, estamos bem felizes com o baita espaço que a publicação vem dando para os Quadrinhos ultimamente.

Abraço e feliz 2010 pra todo mundo!

R. Grampá



Convention “inked sketches”
November 28, 2009, 6:29 am
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Achei isso na net hoje. Que engraçado, eu nem lembrava que havia feito esses desenhos. É interessante como o fluxo de aprendizagem se renova e acabamos esquecendo o desenho em si e ficamos apenas com a experiência do desenho. Foram feitos ano passado, quando eu fui lançar a MD em NYC. Cheguei no dia 14 de Novembro a noite e dia 15 tinha essa convenção rolando em Nova Iorque, a Big Apple Convention. O Ivan Brandon tinha um estande e eu empilhei umas MDs lá. Aí apareceram dois caras pedindo pra eu desenhar uns sketches. Eu nunca tinha feito, nem sabia o que cobrar. Pensei um preço lá e os caras toparam. “Então você poderia desenhar uma mina com uma espada pra mim?”, disse um, enquanto “Eu quero um cara fortão com duas armas!”, o outro. “Ok”, eu. Foi divertido, mas não gosto muito de fazer desenhos encomendados, sei lá porque. Não me sinto confortável com a idéia mesmo já tendo visto lindos trampos de “commission” feitos por artistas mais do que fodões. E o pior é que não tem muita diferença entre fazer um desenho encomendado por um admirador e desenhar pra DC ou Marvel ou outras editoras, por exemplo. Eu nunca havia pensado sobre o assunto até fazer esses dois desenhos. Não sei se não gosto de fazer desenhos assim pelo fato de você ficar no alcance de qualquer pessoa que tenha dinheiro pra pagar por um desenho seu e que por causa disso ele pode escolher o que vai ser desenhado e que pode te dar uma boa dor de cabaça dependendo do cliente. Ok, já desenhei o Constantine pra Vertigo e foi uma ótima experiência. Mas o roteiro do Azzarello veio super aberto e cheguei a incluir dois quadros em cada uma das páginas e senti bastante liberdade. O Azz só disse que se eu respeitasse o seu “page breakdown” a gente estava OK, que podia incluir o que eu quisesse em prol do storytelling. Agora vou ter uma outra experiência parecida, só que não consigo encarar como um trabalho sob encomenda. A Marvel me convidou pra escolher qualquer personagem deles (tipo, qualquer um dos 5.000, pouca opção) pra escrever e desenhar uma história com liberdade total de criação. Escolhi um bem famoso pro choque da mudança ser mais legal. Ok, certamente não será a coisa mais chocante do mundo, mas um choquinho pode ser que role, espero. O roteiro já está pronto e o design do personagem também. Assim é quase como se o personagem fosse meu, então é óbvio que eu me senti a vontade para fazer.

Hoje em dia eu tenho uma certa restrição em aceitar desenhar o que me pedem, seja uma editora ou um admirador. Deve ser porque trabalhei minha vida inteira com publicidade e quando sou “mandado” ou tenha um cliente para aprovar, já torço o nariz na hora. Quando o trabalho é legal, com gente legal envolvida, tipo ilustrar o conto do Ruben Fonseca pra Playboy, faço feliz da vida. Apesar de eu não gostar do resultado desse trabalho – da minha parte eu digo – foi legal de fazer porque a galera da Playboy é classe A! Mas geralmente na publicidade ou até mesmo na área editorial, sempre me frustrei com as direções dos diretores de arte. 99% não sabem NADA e são cegamente arrogantes a ponto de nunca deixarem o artista com quem estão trabalhando sugerirem um caminho melhor do que eles mesmos estão propondo, que quase sempre é uma idéia vaga – aí fica aquela malandragem de fazer o artista desenhar MIL sugestões sem liberdade criativa e refações até ficar parecido com algo que eles já tenham visto, é claro – ou uma cópia mal encoberta de alguma outra coisa. Eu já trabalhei como diretor de arte durante anos e sei bem do que eu estou falando. Então, um recado para os diretores de arte: Primeiro, escolham BEM o artista que vocês querem trabalhar. Segundo, vocês precisam aprender com os artistas. Vocês só são diretores de arte porque amam arte – a maioria nem tanto na verdade, amam o status e o cartão com o “diretor” escrito, o que não significa porra nenhuma se o cara não tem a mãnha- e queriam muito ser artistas também – e muitos tem alma de artista e geralmente são esses que entendem do que estão falando- então, sejam humildes e deixem o artista cooperar criativa e artisticamente em vez de tratá-lo apenas como mão de obra pra justificarem o status de diretor. Assim o trabalho só vai melhorar e talvez sua carreira também melhore. E parem de copiar os gringos, isso é feio e todo mundo do seu meio sabe que você está copiando.

Pensando bem, acho que o segredo é sempre se focar no fluxo de criatividade e na experiência da aprendizagem pra fazer desenhos encomendados. O desenho pode não ser uma expressão pessoal sua no fim das contas, mas ninguém te tira o que você aprendeu com aquele desenho e com certeza essa experiência vai aprimorar o seu trabalho pessoal.

Abraço,

R. Grampá

PS: Eu tava com saudades desse blog.