REVEALING TITO NOBUNAGA
July 3, 2009, 7:45 pm
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This is TITO NOBUNAGA, one of the main characters of my new project – FURRY WATER, that I’m co-creating and co-writing with Daniel Pellizzari. Tito thinks he is more important for the NOBUNAGA CLAN than he really is, and this is no good. 
We’ll announce it at the SDCC 2009. 

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Este é TITO NOBUNAGA, um dos principais personagens do meu próximo projeto – FURRY WATER – que estou dividindo criação e roteiro com o escritor Daniel Pellizzari. Tito pensa que é mais importante do que realmente é para o CLÃ NOBUNAGA, e isso não é nada bom.

Vamos anunciar o projeto no dia 24 de Julho, na San Diego Comic Con deste ano. Mal posso esperar.

Abraço,

R. Grampá



Curso de um dia na Quanta em São Paulo
June 14, 2009, 9:06 pm
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O pessoal da Quanta Academia de Arte me convidou para dar um curso de férias e eu topei. O curso chama HQ Autoral e vou abordar minha tragetória como ilustrador mirin ( HA ), ilustrador/designer freelancer, diretor de arte de TV e animação e o amadurecimento do trabalho até eu virar um autor de quadrinhos. Além disso, vou mostrar como aconteceu esse amadurecimento e todos os caminhos percorridos até achar o ponto onde se encontram o meu estilo de desenho e roteiro/narrativa – três coisas que nuncam param de amadurecer. Também vou falar das minhas influências e demonstrar onde eu as aplico no meu próprio trabalho – isso é uma coisa que ocorre de uma maneira meio instintiva na verdade, mas vou tentar achar o modo racional de como isso acontece. Isso tudo para chegar em um ponto: um modo de pensar. Ser um autor de quadrinhos basicamente é saber onde achar o que é seu no meio do seu furação de influências e técnicas que você adquire durante os anos e encontrar o seu próprio mecanismo natural de colocar um pensamento, uma idéia pra fora. A expressão pessoal é quase sempre instintiva mas exige exercícios e muito raciocínio e é sobre isso que vamos conversar nesse curso. Vou dissecar toda a construção criativa de Mesmo Delivery e discutir minhas escolhas autorais. Quero que os alunos saiam desse curso com uma certa clareza sobre como pensar como um autor de quadrinhos. Sobre a arte e não sobre a fórmula.

QUANTA ACADEMIA DE ARTE CONVIDA:

HQ AUTORAL com Rafael Grampá ( eu mesmo )

Faixa etária: a partir de 14 anos
Carga horária: 06 horas 
DIA 18 de JULHO – SÁBADO – das 10 às 17h – com uma hora de intervalo (12 às 13h). 
Preço: R$ 170,00 

O endereço da Quanta é:
Rua Dr. José de Queirós Aranha, 246 – Vila Mariana 
São Paulo, SP, 04106-060, Brasil
0(XX)11 3214-0553
0(XX)11 3214-4873

quanta@quantaacademia.com

Mais informações aqui.

Abraço,

Grampá



CACHALOTE na Piauí #33
June 8, 2009, 10:53 pm
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Agora vocês vão poder matar a curiosidade e confirmar o que eu -e muita gente- vem falando sobre a CACHALOTE, Graphic Novel de numerosíssimas e belísimas 300 páginas contadas pelo escritor Daniel Galera e pelo quadrinhista Rafa Coutinho. A Piauí, que é respeitada no Brasil pela qualidade do seu conteúdo, não demorou em querer publicar um trecho da CACHALOTE, aproveitando a participação do Coutinho na mesa que abre a FLIP.

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O trecho publicado é um dos capítulos da história de Túlio & Vita, uma das 6 histórias de CACHALOTE. 

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CACHALOTE está prevista para ser lançada em Novembro deste ano, pelo selo de quadrinhos da Companhia das Letras, a Quadrinhos na Cia. Antes disso, o primeiro arco de 100 páginas da CACHALOTE será divulgada em uma versão em inglês na San Diego Comic Con deste ano também, que acontecerá no dia 23 de Julho de 2009.

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Se você for até a FLIP em Parati, não esqueça que o Rafa Coutinho, Fábio Moon, Gabriel Bá e eu vamos abrir o evento com a nossa mesa literária, no caso, mesa quadrinária, e aproveite pra pegar um autógrafo do Rafa na sua Piauí # 33. Então, corre lá na banca masi próxima e garanta a sua!

Você também pode conferir o capítulo online no SITE da Piauí!

Abraço,

R. Grampá



Furry Water – Revealing Jackie Nobunaga
June 1, 2009, 8:56 pm
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This is the first character design that I did for JACKIE NOBUNAGA, one of the main characters of my new project – FURRY WATER. I did it in JAN 2008, some months after invite Daniel Pellizzari to co-write the story with me. I’ve been working on this project for a long time – since NOV 2006 – and it was the start of the whole concept design that I’m creating for this story. I can’t show much more but I decided to share this piece because we are almost announcing the project. We’ll announce it at the SDCC 2009 and reveal the american publisher that will put this insane stuff on stores! It’s TOP SECRET!

 

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Este é o primeiro design de personagem que eu criei para a FURRY WATER, meu próximo projeto.  Eu fiz esse desenho em Janeiro de 2008. Tenho trampado nisso há algum tempo, tive a idéia dessa história em Novembro de 2006, quando ainda trabalhava num estúdio de motion graphics aqui em São Paulo. Desde lá, venho trabalhando na idéia e em 2007 convidei o Daniel Pellizzari para criar e co-roteirizar esta saga comigo. Não vejo a hora de lançar o primeiro capítulo.

Resolvi mostrar esse primeiro concept porque já estamos muito perto de anunciar o projeto. Vamos anunciar na San Diego Comic Con 2009 e também vamos revelar a editora estadunidense que vai colocar essa insanidade nas prateleiras! Por enquanto é TOP SECRET!

Abraço,

R. Grampá



Column on TV-MTV Brazil NEWS
May 27, 2009, 12:09 am
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The MTV Brazil channel’s site put some of my columns online. I have this room on MTV news one day per week, to tell about comics on TV – for the whole country – and put some comics vocabulary in the brain of the people that never heard about comics. This is all in portuguese, but if you want you can check the videos here.

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O Portal MTV colocou online os vídeos da minha minha coluna pro Notícias MTV, que passa na TV de segunda a sexta, as 9:30. Minha coluna é semanal e não tem dia certo. 

Quando a MTV me convidou pra fazer essa coluna, fiquei na dúvida, pois acho que existe uma divisão MUITO larga entre se fazer HQs e falar sobre HQs. Não tenho nenhuma pretenção em ser um jornalista de histórias em quadrinhos e nem quero ser conhecido como tal. Muito pelo contrário. Minha coluna é pra falar sobre meus gostos pessoais e me limito a falar apenas sobre assuntos de que eu entendo e que posso fazer links entre eles e HQs. Não sou um grande conhecedor da história das HQs e nem sei tudo sobre isso e também não mando bem como apresentador, mas aceitei o convite e assumi a responsabilidade de colocar um pouco de vocabulário de HQs pro público da MTV, pois todos sabemos que quase não existe espaço pra se falar em HQs em rede nacional. Tento fazer uma coisa bem abrangente, pra não ser uma coluna só pra quem gosta de HQs. Aos poucos, pretendo fazer um panorama legal sobre HQs nacionais e internacionais e assuntos que permeiam essa arte.

Eles não colocaram todas as colunas que eu já gravei, mas estão colocando e a cada nova, um vídeo novo. Você pode conferir os vídeos aqui.

Gosto mesmo é de abraçar os desafios que aparecem pela vida, pois só tenho essa.

Abraço,

R. Grampá



Batman’s 70th birthday exhibition
May 22, 2009, 9:36 pm
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I did this piece last week for a BATMAN’s 70th Birthday exhibition. My version of the cape crusade is a little bit based on the Batman of the 60’s TV series. For Robin I tried to make a new version of the character based on the 40’s TV series.

Batman was the first comic character I drew when I was 3 years old. I always watched the 60’s TV series and I was totally crazy about it. This character was very important in my dream and decision to be a comic book artist when I was a kid. 

Congrats Bat.

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Fiz essa ilustração para uma exposição de comemoração dos 70 anos do Batman, que completa 70 anos nesse mês de Maio. Tentei me basear no Batman do seriado dos anos 60. Quando eu tinha uns três anos de idade, passava na televisão a tarde e eu adorava aquilo. O primeiro super-herói que eu desenhei foi o Batman e eu tenho um certo carinho por esse personagem até hoje. Já o Robim, me baseei no visual do personagem da série dos anos 40.

Parabéns pro morcegão.

PS: Coloquei a imagem no meu Flickr também, que dá pra ver maior pra quem quiser.

Abraço,

R. Grampá



Indicação ao troféu HQ MIX
May 7, 2009, 10:18 pm
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Qual a importância de se ganhar um prêmio? Acho que o reconhecimento é a coisa mais importante quando se ganha um prêmio. Não adianta dizer que não, mas todo artista espera ser reconhecido pela sua ralação diária. As vezes eu me sinto num limbo aqui no estúdio, desenhando pra mim mesmo – que é a coisa mais confortante que pode existir, pois você fica livre que qualquer crítica ou julgamento pelo seu trabalho e vive apenas o prazer de realizá-lo. Mas chega uma hora que dá até um desespero, pois ainda vai levar bastante tempo pra eu colocar meu próximo trabalho na roda. Só em 2010. E ainda por cima não posso mostrar nada do que venho fazendo nem escrevendo, nem layoutando, NADA! Sabe, eu preciso da crítica das outras pessoas, pra melhorar, senão parece que meu trabalho fica escondido num micro universo Grampeano.

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É por isso que eu fiquei muito feliz com as duas indicações nas categorias que estou concorrendo para o troféu HQ MIX, sendo o prêmio mais importante das HQs nacionais. São elas:

1: Melhor Desenhista Nacional;
2: Melhor Edição Especial Nacional;

A disputa está dura, como vocês podem conferir na lista de indicados. E é isso que faz com que possamos acreditar que a HQ nacional está no seu melhor momento. Tem muita coisa boa!

Enfim, saio um pouco do limbo do meu estúdio pra colocar meu trabalho sob a crítica do público mais uma vez, pois é o público que decide quem vai levar o caneco. Ainda não sei se já dá pra votar, mas assim que eu souber, coloco o link aqui pra você decidir qual o artista, álbum, tira, veículo, que merece o seu voto.

Um prêmio representa reconhecimento. Mas o mais importante de tudo, uma grande festa de gente que dá a vida por contar histórias.

Parabéns e boa sorte para todos os indicados, amigos e futuros amigos!

Abraço,

R. Grampá



Arte gerando arte
April 19, 2009, 10:17 am
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Não adianta reclamar. Não adianta esperar. Quem acredita vai atrás e encontra aliados.

Mesmice é inscrever um projeto em alguma lei governamental ou institucional que nem sempre privilegia bons projetos. Nenhum artista que se preze gosta de esperar pela aprovação dos engravatados. Eles geralmente privilegiam seus chegados e compadres. Nem sempre é assim, mas na maioria das vezes é.

Mas arte pode gerar arte. É isso que todo artista acredita, ou pelo menos quer acreditar.

De uma forma pioneira, as atrizes e produtoras Carolina Manica e Luciana Caruso aceitaram o desafio de remar contra a maré da mesmice em prol de um espetáculo teatral – o espetáculo BRUTAL, com texto do controverso e aclamado diretor, ator, músico e dramaturgo Mário Bortolotto- que conta com o apoio de alguns dos mais respeitados artistas brasileiros.

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( original inédito do quadrinhista e escritor Lourenço Mutarelli )                                    

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( pintura em acrílica do cartunista Laerte )

Grandes artistas como Laerte, Lourenço Mutarelli, os escritores Daniel Galera, Xico Sá, Marcelo Rubens Paiva, o próprio Mário Bortolotto, Daniel Pellizzari – doando manuscritos inéditos – os quadrinistas Fábio Moon, Gabriel Bá, André Kitagawa, Rafa Coutinho, Rafael Grampá ( eu ), Carcarah, o ator Paulo César Peréio – sim até ele – e dezenas de nomes fortes da arte contemporânea brasileira doaram suas obras em prol da arte. Em prol do espetáculo BRUTAL. Em prol de uma atitude que deve ser copiada. Ou melhor, levada adiante.

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( As atrizes e produtoras do espetáculo e da exposicão “Brutal” Carolina Manica e Luciana Caruso posando com as obras de Laerte e Loro Verz. Fotos de Renato Parada )

Essa atitude gerou a exposição BRUTAL, que acontecerá no dia 22 de Abril, na Coletivo Galeria ( Rua dos Pinheiros, 493 – Pinheiros-SP- 11 3083 6478 , a partir das 19hs às 23hs ). A compra de qualquer um dos originais será revertido em favor do espetáculo BRUTAL, que é extremamente FODA! Arte financiando arte. Apareça lá e venha confraternizar com a gente, beber ( de graça ), trocar idéias, encontrar seus amigos ou ídolos de uma só vez e ainda ter a chance de levar pra casa um original do seu artista preferido. Essa é uma atitude única de uma geração que não quer se conformar com a idéia de que a arte não se sustenta por si mesma. A gente acredita que SIM!

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Apoio do STUDIO SP, COLETIVO GALERIA e MERCEARIA SÃO PEDRO.

Te espero lá!

Abraço.

R. Grampá



Uma curta reflexão sobre experimentação
April 17, 2009, 12:43 am
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Esse texto é para quem realmente gosta de Quadrinhos. Quem não gosta pode achar chato, mas também pode ser que venha a gostar de HQs.

Em 1960, o escritor e poeta Raymond Queneau e o matemático François Le Lyonnais fundaram a Oulipo ( Ouvroir de Littérature Potentielle ou Abertura do Potencial da Literatura ). A Oulipo, na descrição dos próprios criadores eram “ratos que criaram um labirinto do qual se propuseram escapar”. Os fundadores e agregados ao grupo discutiam, como base, os trabalhos de Queneau, em especial o seu “One Hundred Billion Poems”- um livro de dez sonetos nos quais cada linha podia ser lida com qualquer um dos outros sonetos, criando assim um número de variações que Queneau calculava como dez `a décima quarta potência – e “Exercises in Style”, onde o mesmo conto era narrado 99 vezes diferentes. A sociedade cresceu e dois dos membros mais famosos foram o cineasta e novelista Judeu/Francês George Perec e o escritor e jornalista italiano Italo Calvino. A Oulipo foi criada com o fim de explorar as possiblidades criativas de se contar uma história, usando sempre as estruturas básicas, regras e os limites da narrativa como princípio para execícios experimentais. O dito “princípio das restrições”.

Desde a criação da Oulipo, inumeros novos grupos foram fundados sob o princípio das restrições, claramente influênciados pela Oulipo. Alguns exemplos são a Oupeinpo ( Abertura da Potencial da Pintura ), a Oumupo ( Abertura do Potencial da Música ) e a Oucuipo ( Abertura do Potencial Culinário ). Coletivamente, esses grupos são conhecidos como Ou-x-po.

Em 1992, o coletivo de quadrinhistas franceses L’Association criou a Oubapo ( Ouvroir de la Bande Dessinée Potentielle ou Abertura do Potêncial dos Quadrinhos ), sob o mesmo princípio das restrições que todos os outros grupos influênciados pela Oulipo. A Oubapo se propõe a usar os limites das Histórias em Quadrinhos para experimentá-los usando eles próprios. A forma das HQs é um exemplo dessas limitações. Todo mundo conhece a forma de uma HQ, seus quadros separados, seus balões, o texto dentro dos balões, os personagens que guiam as histórias, etc. A Oubapo se propõe a “brincar” com essas regras, pra tentar ir além da própria forma, pra testar as possibilidades que a narrativa pode nos proporcinar. É como se uma rede de TV resolvesse brincar com a estrutura narrativa de uma novela, contando o mesmo capítulo todo dia de formas diferentes, contasse de trás pra frente, mudasse os personagens principais e pontos de vista, e assim por diante. Ou mesmo um grupo de cozinheiros que se propoem a realizar 100 pratos diferentes com apenas 5 ingredientes.

Um dos fundadores da Oubapo, Patrice Killoffer, criou um dos meus álbuns de HQ preferidos. No “Six Hundred and Seventy-six Apparitions of Killoffer“, ele experimenta tirar por completo a divisão de quadros na página, o que resulta numa narrativa totalmente original, sem falar que é uma das sequências de páginas mais lindas que já vi.
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Ele narra uma história onde ele mesmo é o personagem principal, degladiando-se com seus desejos sexuais ao ponto de vê-los materializados como ele próprio. O resultado são 676 Killoffers vivendo na casa do Killoffer original, acabando com a vida dele.

Nos EUA, a Oubapo também têm os seus tentáculos e um dos meus autores preferidos é o Matt Madden, praticamente um dicípulo do Raymond Queneau, autor do álbum “99 Ways to Tell a Story“, que é basicamente isso mesmo.

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Ele cria uma cena muito simples e mostra que ela pode ser contada de 99 formas distintas.

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Simplesmente genial. É muito divertido e impressionante como ele realmente consegue contar a mesma história 99 vezes de forma completamente diferentes em vários aspectos.

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É um bom guia pra aspirantes a quadrinhistas, cineastas, roteiristas, escritores, montadores e donas de casa.

Aqui no Brasil,não tenho notícia se existe um grupo da Oubapo. Mas temos os nossos autores que se aventuram com os princípios das restrições e vão além da narrativa. O Laerte é um ótimo exemplo disso. Ele conhece como ninguém a estrutura da linguagem dos Quadrinhos e já experimentou diversos caminhos, conseguindo elevar a narrativa à estratosfera. O Rafael Sica também é um novo mestre da estrutura de tiras. Experimenta e vai além. A narrativa de Lourenço Mutarelli já desestruturou o modo como se contava Históras em Quadrinhos no Brasil, experimentando com o lado negro e com a sordidez da narrativa, colocando-a em linguagem de prosa nos balões de suas páginas.

Rafa Coutinho, na antologia “Irmãos Grimm em Quadrinhos”, publicada em 2007 pela editora Desiderata, contou a história da Branca de neve da maneira mais experimental e original que eu já vi – e já li muitas versões, pois me amarro em contos de fadas.

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É como se você estivesse assistindo a um filme em que todas as cenas tem o mesmo tempo, montadas de uma maneira cadenciada, mostrando sempre apenas o mínimo porém necessário para o entendimento de cada cena. Usando artifícios como repetição e textos monossilábicos, Rafa Coutinho provou o sabor do poder da narrativa contando uma história já contada infinitas vezes e que pode ser contada de novo e ainda assim ser original.

Em 2006, o Gabriel Bá, o Fábio Moon, a Becky Cloonan, o Vasilis Lolos e eu tentamos fazer algo diferente em termos de narrativa. Fizemos uma revista independente entitulada “5″- já pedindo perdão pela auto-referência. Não foi proposital, mas instintivamente nós também nos baseamos na idéia dos princípios das restrições e tentamos quebrar a narrativa de alguma maneira. A “5″ conta histórias inventadas sobre nós mesmos, um dia imaginário em que um autor deveria contar sobre o outro autor, intercaladas e lincadas por simbolismos e referências das próprias histórias. Nós ganhamos o Eisner Awards – o subtitulado Oscar dos Quadrinhos – com essa publicação. Não acho que ganhamos esse prêmio porque fizemos algo experimental, até acho que os jurados do Eisner não deram muita bola pra isso, mas o certo é que experimentamos algo diferente do que fazíamos. E como ninguém aqui gosta de viver no passado, vamos de volta pra prancheta pois ainda existem infinitas maneiras de se contar histórias, e eu quero contar algumas delas.

Abraço,

R. Grampá



Mesmo delivery action figures – models waiting for approval
April 13, 2009, 11:34 pm
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O Bá fez um vídeo há algum tempo atrás, de quando chegou uma caixa com os toys da Umbrella Academy pra ele. Falei pra ele que quando chegassem os bonecos da Mesmo Delivery eu ia fazer um vídeo tirando sarro do dele. Não deu muito certo, mas o vídeo taí!

Esses são os modelos para a gente aprovar – o Rafael Grassetti, que modelou, e eu.

Quando os action figures finais, prontos pra venderem, na caixinha e tudo, faço outro vídeo – um menos chinelão – e digo como fazer pra adquirir uma peça.

Abraço,

R. Grampá