As pessoas e o ano que já foi.
December 25, 2008, 12:02 pm
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Hoje é natal e acordei cedo. Acordei cedo mesmo, oito e pouco, pouquinho tempo atrás. Geralmente quando eu escrevo post a essa hora é porque tô voltando da balada, todo errado. Mas hoje não. Passei a véspera de Natal com a Cacá e com o Rafa. Nossa ingenuidade não se tocou que tudo fecha na véspera de Natal e nosso plano de assar um peru no estúdio foi por água abaixo, pois deixamos pra comprar na última hora. Fomos parar no único Grill aberto em São PAulo e não podia ter sido mais divertido. O Papai Noel virou uma velha com um figurinho meio anos 30 decadente, com uma maquiagdem pesada e cigarro na não, comendo farofa e brigando com a filha sem parar e as músicas de natal viraram música sertanaja. Em vez de irmos pra casa do Peréio depois da ceia, como todo mundo havia combinado no dia anterior, viemos dormir. 

Quero agradecer a todas as pessoas que fizeram desse ano que passou um ano de transformação na minha vida. Parece que passei de fase no jogo. Agradeço a todo mundo que foi aberto para aceitar o meu trabalho a ponto de gostar dele. 

Como último post do ano eu quero deixar para vocês que entram aqui, que acompanham meu trampo, registrado o desejo de que 2009 seja um ano bom. Quando é bom e a gente tenta fazer ficar melhor, tenta ir atrás do que realmente acredita, você pode contar que vão existir pessoas pra elevarem esse esforço para a melhor condição possível.

E como as pessoas sempre entram aqui pra ver desenhos, estou postando meu último trabalho de 2008. Uma capa para um gibi da Marvel meio “outsider” chamado Werewolf by Night, um personagem dos anos 70 que a Marvel resolveu trazer de volta a vida.

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Mesmo Delivery foi o foco das minhas energias em 2008. Mas 2009 pra mim tem outro nome e se chama Furry Water.

Tudo de bom pra vocês!

Um grande abraço e até o ano que vem!

R. Grampá



Review for MESMO DELIVERY by The Comics Reporter
December 19, 2008, 11:37 am
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“It’s not that I particularly ever wanted to see a comic that somehow managed to make me not feel ridiculous to suggest its art blends elements of work from Geof Darrow, Don Simpson, Tanino Libratore and Dave Cooper, but now that it’s happened I’m quite glad for the experience. Rafael Grampa’s short story about an encounter on the road between two couriers and a group of oddball, passing-through toughs and hangers-on plunges full-bore into the intoxicating mix of body fluids and bone-shattering gore that many of the first wave of macho, ready-to-be-a-movie independent comics from this decade merely danced around. It offers the same discombobulating feeling that one must have felt moving from John Ford and John Wayne to Sergio Leone and Clint Eastwood, from Lee Marvin to Sonny Chiba. Grampa draws the waves of horrific violence not like he’d be happy to perpetrate it, the way antiseptic violence in American superhero comics sometimes feels, but as if he delights in the wicked beauty of its existence, if only at a remove.

One hopes that Grampa’s potency as an action artist and general displayed effectiveness as a fight choreographer (a highly undervalued skill) doesn’t keep readers from noticing several of the work’s subtleties. Grampa is as good with keeping visual interest during a conversation in a truck cab as he is with the overt action, rolling the reader’s eyes through that physical space in assured fashion. I like a throwaway panel where the owner of the local bar/rest stop has set up his chair to watch a fight as much as I enjoy any of the splashier moments. Letterer Rafa Coutinho switches between standard lettering effects and full-on graphic flourishes and archaic type in an appropriately flashy way that made me think it was the artist performing that task. I also very much enjoyed a page with what looks like the devil himself looking up with encouragement from below the ground over which one of our protagonists drags a body. That’s the kind of thing that tends to turn off a lot of more somber fans of violent drama. Here it not only brings a more gonzo element into the story, but brings into question the tableau’s meaning. Is that the eventual goal, the eventual client? Is that the hidden portrait of the character himself? Is that what one of the actors may be thinking? It’s the page of a confident artist.

It’s difficult not to overpraise a book like Mesmo Delivery because it works its territory with dogged fury and stands stories above a lot of clumsier, less imaginative comics of the same general type. It is a slight story to the point where you’d like a word that meant a more potent version of “slight.” It may be more of a calling card than a summary statement, if you catch my meaning; it simultaneously exists as a story exercise and a story. There are character elements (the lead’s Elvis fixation), design elements (the lunatic-level body shape of one of the leads) and plot points (the never-seen MacGuffin of what’s in the cargo bay) that never transcend their respective cliches. Still, as a shot across the bow of the lazier and less gifted,Mesmo Delivery may be just as frightening as its paroxysms of violence, as portentous as it is potent.”  

Tom Spurgeon, THE COMICS REPORTER, December 17, 2008.

The link is here.

So, the guy was right. I DID the lettering! But, yes, Rafa Coutinho was the letterer too. He made a GREAT work with the text and the balloons! And he was right again when he said ” it simultaneously exists as a story exercise and a story “. Totally! I learned to make comics with this exercise. It is my first son, the first time I wrote an script to show for other people and I’m very, very happy whit all the feedback I’m receiving. I’ can’t create short stories. This is very difficult for me. I always thought in longer stories but I had to create something short to see if I was right about myself, about my dream to become a comic creator. I didn’t know if I knew to make comics before Mesmo Delivery. Mesmo Delivery was a kind of preparation for FURRY WATER, my next project – finally a SAGA – but I tried to do it with the same energy that I could put on a major project!

Thank you everybody that liked Mesmo Delivery. It was an unbelievable year for me and because of you now I’m right that I born to tell stories. Comics is the COOLEST thing in the world!!!

All the best,

R. Grampá



RAFA COUTINHO
December 10, 2008, 3:51 am
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This is the work of my friend Rafa Coutinho, one of the most brilliant bazilian cartunist of my generation. This pages is a preview of CACHALOTE, a 300 pages Graphic Novel that he is creating with the bazilian writer Daniel Galera. 

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O primeiro trabalho que eu vi do Rafa Coutinho foram as páginas de uma história curta que ele fez para a Gunned Down – publicada aqui no Brasil pela Devir como Bang Bang. Aquele traço solto e maravilhoso contava uma história linda de um jeito muito genial e safado. Era um mundo meio pós-apocalíptico onde dois cowboys ( ? ) tentavam encontrar a maldita que lhes roubou os corações ( ! ). Eu tinha recebido as páginas dele por e-mail, imprimi e fiquei lá achando aquilo muito foda. “Como eu nunca ouvi falar desse cara?”, pensou a minha ignorância. O fato é que eu estava diante do trabalho de um cara que ia além. A Gunned Down era uma antologia de Western e o cara foi além. Demorei um pouco pra conhecer ele pessoalmente, cheguei a ir na casa dele pra fazer uma reunião com todo o pessoal que estava participando da Gunned Down mas ele não estava lá. Depois que nos conhecemos, ficamos amigos muito fácil – hoje somos irmãos – e tive a oportunidade de conhecer mais do trabalho dele também e a cada vez a idéia que eu tinha daquele cara se concretizava. Ele sempre ia além mesmo. 

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O Rafa não se acomoda – ele é escultor, pintor, artista plástico, designer, animador, diretor, roteirista, quadrinhista- e tudo que ele faz vai muito além, tudo é lindo. Suas idéias pegam as pessoas como o ladrão, que não avisa, surpreende e grita na sua cara e leva algo seu com ele. Ao se deparar com um trabalho do Rafa sua admiração é sequestrada no ato. 

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Depois de já ter dirigido filmes de animação, vídeo-clpes, participado de exposições, contado muitas histórias em quadrinhos, ele parte junto com o escritor Daniel Galera – que dispensa apresentações – para um novo patamar. Eles estão trabalhando juntos desde o começo deste ano em CACHALOTE – obra da qual essas páginas fazem parte – uma verdadeira Obra de Arte de 300 páginas que será lançada no Brasil em 2009 pela Quadrinhos na Cia., selo de Quadrinhos da Companhia das Letras. Eu sei que eles não gostam que falem isso, mas Cachaote vai cair no colo das pessoas como uma bomba atômica.

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Quando os artistas não se acomodam tudo muda.

Abraço,

R. Grampá




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