Filed under: Uncategorized
Do primeiro lampejo de imaginação até o exagero daquilo que está prestes a existir, em dois tempos.
Primeiro o shape do personagem toma forma. As características que você faz questão de que façam parte dele é a única coisa que você ainda vai preservar em todas as próximas versões. Depois do primeiro rabisco feito, você já sabe o que precisa adicionar ou excluir. Chegará a hora que você vai ter certeza de como será representado seu personagem – certeza ilusória na verdade, pois o personagem vai mudar sempre, da primeira página a última, evoluindo ( sei disso porque sou um bom observador )- e você vai sentir a nescessidade de ir além, de exagerar as características, o traço, o shape, pra continuar tendo a certeza ( ilusória ) de que era o meio termo, o equilíbrio, que era mesmo o definitivo.
E tudo isso sem pensar demais, pois o seu personagem já existe, antes mesmo de você resolver desenhá-lo, numa dessas dimensões por aí.
Abraço
R. Grampá
5 Comments so far
Leave a comment

Imagina a história inteira como esse rosto mais embaixo…
Comment by Fábio Moon March 10, 2007 @ 12:24 amNão ia terminar nunca.
sua visão é muito legal, curto muito seu trabalho. apesar de estilizado não negligencia detalhes da anatomia nem o peso e caimento das massas do corpo. eu faria um pé menor no sujeito, acho que funcionaria melhor, mas isso na minha visão das coisas. esse cara tem um jeitão bem confiante, a silhueta dele me lembra o trabalho desse gringo amigo meu, http://www.davecurd.com, embora tenha um estilo bem diferente o feeling do personagen é o mesmo, parrudo, bom de porrada. parabéns!
Comment by rodrigo March 10, 2007 @ 4:21 amO clichê nem sempre funciona quando a questão é tentar fazer algo mais próprio. Mas obrigado pelo comment. Abraço!
Comment by Rafael Grampá March 10, 2007 @ 1:26 pmE se o Geof Darrow, o Frank Quitely ou até o Moebius tivessem um amigo conselheiro igual o Moon que dissesse – “não ia terminar nunca”?…
Comment by Fernando Mena March 11, 2007 @ 11:22 amManda bala, Grampa. É vc que tem que saber como quer seu álbum.
Abraço,
F. Mena.
I don’t speak your language, but I love your artwork! Kind of a cross between Robert Crumb, Mobeius, Geoff Darrow, Jim Woodring, and other such greats. Thankfully artwork is the universal language!
Comment by Neil Hill March 23, 2007 @ 3:07 pm